quarta-feira, 8 de outubro de 2014

um nenhum

"e precisamente quando nos julgamos inteiros, chega a vida de mansinho e parte-nos todos sem ponta de dó ou piedade. como quem não nos deixa cair em esquecimento que sem os nossos outros mil bocados, não chegamos a ser nenhum"

domingo, 5 de outubro de 2014

ego de cordel

nem sempre são os outros que nos fazem de bonecos. nós próprios também somos possuidores dessa extra ordinária ego-habilidade.
fotografia de Gilbert Gracin

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

infinito para sempre

"Amor", "Amo-te", "Quero-te","Infinito" e "Para Sempre". desconfio que são palavras cujo sentido se perdeu para este panorama individualista onde se comem e bebem relações para se saciarem apetites num propósito de um qualquer interesse efémero. Individualista, claro. o Amor para algumas pessoas deve ser uma espécie de meio para atingir um fim que rapidamente se ultrapassa. pejado de promessas levianas, palavras vãs e um infinito de intenções que pouco ou nada se praticam. não sei que espécie de Amor é este que se vive, ou que se morre, mas certamente não é o meu. eu continuo a acreditar que a palavra tem Honra e que no Amor não há sacrifícios, só compromissos, Vitoriosos. Não me venham cá dizer que o Amor não é para sempre, o meu é e nunca vou acreditar num amor que não seja e x a c t a m e n t e assim.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

life's a journey



one travels so far, 
even though we  keep ending repeatedly at the same starting point. 
ourselves.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

old to me

Devíamos nascer já velhos, velhos maduros. A paz da idade faz-nos claramente mais felizes.

sábado, 7 de setembro de 2013

Been There, Heard That...

Uma pessoa é capaz de ser tão desinteressante quanto a sua falta de interesses. Não há nada mais maçador que passar tempo com alguém que fala sempre da mesma coisa. 

domingo, 1 de setembro de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

excerto momento

“Também gosto muito de ti...”, respondi-lhe na mensagem que enviei de volta. Maldito ecrã do telemóvel, sabia perfeitamente que nunca mais lhe voltaria escrever aquelas palavras com o mesmo sentido. Badamerda, sim, b a d a m e r d a, o caminho para a porta de embarque levava-me com ele o único Homem que alguma vez me imaginei a ter, dia após dia, todos os da minha vida. Contive as lágrimas mudas e virei costas sem olhar para trás. Para a frente era o vazio, por enquanto agonizante, consequência da escolha que tinha acabado de fazer. Quando alguém não nos pertence, é melhor deixa-lo ir. Sabe-se lá porque raios é que o “Certo”, tem tantas vezes um sabor tão cruelmente amargo. O que arde, cura, mas a verdade é que também nunca se esquece. (In "Conversas Contigo")

Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda

















Sem querer cair no protótipo do Portuguesinho que nãos e contenta com nada, e sem lhes querer tirar o devido valor e reconhecimento, deslumbrou-me mais o Palácio da Ajuda que maior parte das obras ali expostas. Alguns trabalhos são fascinantes, como Lilicoptère, uma das peças obviamente mais populares. Ficou a vontade de lá voltar sem a companhia de tantos visitantes, para poder absorver calmamente todo aquele belíssimo e rico legado. 












Short Note #1